divagações de uma mão descontrolada com sede de entrelaçar(cerar) dedos
soltos que correm pela parede de um lado a outro batendo forte ao chegar no teto
guiados por um relógio que compassa o tempo hora lento hora rápido
sempre quando calmo, na espera de um revigor estilhaçante de emoção explosiva
delirando fluidamente pela massa de ar que o cerca como em uma piscina de água sedosa
é sempre um cair fora da mente, 10cm além do corpo algo de dentro expele e converge, aglomera, se funde com todo o resto
se fechar os olhos e se soltar sentirá as pequenas e frágeis amarras que o ligam ao todo
amarras que se fazem e desfazem mediante a decisões e pensamentos, escolhas, pode tanto soltar um e amarrar outro
como amarrar dois ou cortar dois, solta-los delicadamente, se deixar emaranhar, embramar, atar-se, soltar-se
nadar em poços de melado ou flutuar em límpido vácuo
a beleza da física das possibilidades, onde tudo se pode ou se faz
onde todo gesto é nota, qualquer um é música e todos nós trançamos, bailando e dançando




