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É 10!!

A banca passou, passei com 10 com um sorriso daqui-ali!

O trabalho segue, cheio de novas ideias e importantes colaborações!

to sem tempo no momento mas volto para postar o que foi agregado ao meu trabalho!

Faz um tempo que não escrevo aqui…

Hoje é o dia da primeira banca para avaliar meu progresso até aqui, cruzem os dedos para dar um empurrãozinho!

Hoje é dia de arrumar a casa, terei muitos textos publicados aqui neste dia.

 

Sobre a escolha da dança:

 

Escolhi a dança, pois a junção do movimento e a música me instigaram inicialmente, o corpo em junção com o ritmo musical e suas relações de espaço e tempo entrando em harmonia, os movimentos bruscos onde corpos se contorcem a extremos em paralelo com os minuciosos e precisos gestos delicados, assim como a coreografia foi de importante escolha neste ponto, a capacidade de desenhar o movimento a ser executado, a idealização, o treino e a execução, tornaram a escolha da dança propicia para um estudo sobre movimento.

 

Dançar é um trabalho de design incessante, estabelecendo padrões, formas e cores a cada espaço milimétrico alcançado, a cada milésimo de segundo percorrido, é design em movimento. Por outra ótica são os padrões de forma e possibilidades em um espaço se harmonizando em cada segundo.

 

A liberdade é o fator de prazer e a memória de cada gesto observado cria o movimento.

 

As idéias lidas a cima, pelo menos muitas delas sairam equanto a assistia o video Amelia de Edouard Locke, mais um nome a ser lembrado.

Colocarei aqui seu video, é a parte 1 de 9.

 

Sobre os elementos que compõe o movimento em dança.

Temos todos estes fatores como agentes diretos no movimento, influenciadores nas tomadas de decisão pelo corpo que se move a partir de um estimulo atrás de um objetivo, por este ângulo é necessário compreender a relação de como todos os fatores se juntam para tornarem-se movimento. Neste ponto o ritmo e a harmonia trabalham, não independentes, mesmo porque o tempo se relaciona com o ritmo, ou a música com a harmonia, mas são controladores que atuam para que o objetivo seja concluído. No caso específico da dança, se observarmos tipos de dança coreografadas juntamente com a criação do espaço e música, com um comando correto do tempo temos a possibilidade de estabelecer qualquer elemento, ajustando cada fator para que o objetivo seja totalmente cumprido, que por conseqüência cria uma diferença significativa do observador para os dançarinos. Para quem contempla é algo imprevisível, novo, talvez para alguns um jogo de probabilidades ou para outros um espetáculo sensitivo, mas para o dançarino são movimentos aprendidos, algo que foi duramente treinado e passado cena a cena repetitivamente para as mentes e corpos que ali estão executando o ato sentindo e se expressando segundo a segundo por mais abstrata que sua noção de tempo possa ser. E é neste estado abstrato onde a multissensorialidade atua estabelecendo o dançarino como o elo entre todos os elementos, sendo o catalisador que traz para platéia uma experiência única.

Rudolf Laban

Degas

Egas Francisco

Paul Virilio

Yara Borges Caznok

Merce Cunnighan

Tempo abstrato e curvo, se o tempo faz curva cada minuto dura o tempo que for considerado por sua ou minha pessoa, depende um tanto do tamanho de suas curvas.

Existem 2 pontos distantes um do outro, pode chegar rapidamente indo apenas em direção a ele como também perder o foco e produzir mil coisas antes de finalizar, aproveitar esse espaço de tempo o maximo possivel, criando diversas curvas, espirais, idas e voltas antes de atingir o ponto final.

Quando assistimos a um espetáculo ele nos proporciona surpresas a cada segundo, de passo em passo, giros, de movimentos bruscos aos mais suaves, o que nos faz sentir o espetáculo é a trajetória que ele toma, o percurso percorrido pelos artistas em um determinado espaço de tempo em um local específico. Para reproduzir uma representação gráfica deste espetáculo sem perder toda sua essência não basta reproduzir uma cena, um frame dos dançarinos se expressando, é necessário analisar todo percurso (o conjunto de frames) efetuado pelos seus corpos e então chegar a uma síntese onde a própria imagem, por mais estática que seja, se mova sem sair do lugar por todo espetáculo trazendo a quem contempla uma sensação abstrata de tempo, próximo de uma virtualidade.

 

Já para o artista que produz o espetáculo, onde cada movimento está sendo mentalmente visualizado e executado conforme idealizado, treinado, não há surpresas, sempre há a imprevisibilidade, mas seu objetivo é passar emoção com cada movimento sentido em seu corpo. Produzir uma imagem que represente o trabalho deste artista, ou a sensação de seu corpo em movimento é dançar com tinta e pincel, caneta, lápis e papel. Traçar um percurso virtual, sem sair do lugar em um espaço em branco, o conceito de espaço e tempo adquire forma e atribui características para a imagem, o artista que expõe esta imagem a um espectador se aproxima do dançarino no palco, de seu corpo dançante se expressando, a sensação tomada de pessoa para pessoa é interpretada de acordo com sua vida, repertório ou momento.

 

 

 

- tomando o conceito de virtualidade por uma fuga da realidade, ou um espaço de tempo alternativo criado a partir de um estimulo, um parêntese na linha continua do universo.

Algo mais poético, quando dois corpos se encontram

Harmonizam em uma única sintonia entendendo os suaves movimentos que se tocam, sentindo o movimento alheio, entrelaçando, misturando, criando novos gestos, agregando, se transformando em uma única cena.

Como transpor tempo e espaço, espaço percorrido em um tempo, tempo percorrido em um espaço ou por um espaço, a ação executada neste tempo e espaço em um único instante, representar um trajeto imprevisível de múltiplas possibilidades e transformar em 1, algo como decompor 1732 até chegar ao número 1 e mesmo assim não perder sua essência.

Questões como “existe tempo?” e como ele se dá ou influencia o espaço percorrido surgem no momento.

Há sempre um prazer em discussões como esta.

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